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GreNal do Século, o jogo mais emocionante da história do Internacional

Você que tem menos de 40 anos e que não viu este jogo ao vivo (pela TV ou no Beira-Rio) pode achar meio exagerado, mas quem testemunhou garante: nunca houve jogo mais emocionante que o GreNal do Século.

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“Era o dia 12 de fevereiro de 1989. O dia amanheceu abafado e prometia uma temperatura alta. Às 08:00 da manhã a fila para a bilheteria já dava três voltas em torno do Gigantinho e mostrava que aquele seria um jogo com um público altíssimo. Quando a bilheteria abriu o caos se instaurou. A fila se desfez e foi um “Deus nos acuda” indescritível. Um verdadeiro pandemônio. Foram horas intermináveis à espera de conseguir um ingresso. Muitos (como eu) não tiveram paciência e apelaram para os cambistas. Rápido e prático (apesar do preço salgado). Com o ingresso na mão veio a dúvida: voltar mais tarde ou entrar quando os portões abrissem? Ainda bem que escolhi a segunda!

Ao meio-dia (5 horas antes do início da partida) os portões foram abertos e o martírio de quem entrou àquela hora começou. Alguns, como eu, escolheram se proteger do sol em detrimento de uma boa visão do jogo. Fiquei atrás do gol, sob o relógio da arquibancada superior. Mais de 80 mil pessoas entraram no estádio o que tornou a disputa por um espaço à sombra em algo fundamental. Quem conseguiu não levantou para nada! Nem pra ir ao banheiro! Passei horas a base de refrigerante e picolé. Valeu o sacrifício.”

 

O jogo que ninguém esquece!

“Aquele primeiro tempo foi uma das piores momentos de angustia que já vivi. O Grêmio dominou os 45 minutos iniciais e saiu com uma vantagem injusta pelo volume de jogo apresentado. A expulsão do Casemiro tornou nosso drama maior ainda. No final do primeiro tempo os colorados perguntavam-se: “E agora?”

“Quando as equipes retornaram os alto-falantes do estádio anunciaram a mudança na equipe colorada.  Diego Aguirre entrou no lugar de Leomir. Abel Braga partiu para o “tudo-ou-nada” e a torcida embarcou na idéia. Nunca vi um estádio gritar tanto o nome de um clube: olê, olê, olê, olê, Inteeer! Inteeer!”

“Sofremos ainda alguns minutos, mas todos perceberam que os jogadores voltaram com outro ânimo para o segundo tempo. Havia aquela sensação de indignação que contagiou a todos. Quando o centroavante Nilson marcou o primeiro gol o estádio veio abaixo! Imagine 70 mil pessoas chorando, gritando e se abraçando. Indescritível!”

Primeiro gol do Internacional. (fonte: ZH)

“Mais um! Mais um!…”

“Nos minutos que se seguiram era isso que se escutava em uníssono dentro do estádio. Luiz Carlos Winck quase marcou numa cobrança de falta em que a bola explodiu no travessão.”

“E foi novamente ele, o centroavante Nilson, que sacramentou a vitória colorada. Num lance de individualismo o ponteiro Maurício passou pelos marcadores e cruzou uma bola tasteira pro meio da área. Nilson só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo do gol. Se parece pouco é porque você não estava lá! O mundo saiu do eixo ou coisa parecida. Parecia que estávamos flutuando de tanta emoção! Quase fui a nocaute com uma cotovelada acidental (o espaço entre as pessoas era mínimo) e passei os 20 minutos restantes suplicando para que o jogo acabasse.”

Capa do jornal Zero Hora do dia 13/02/1989

“ACABOU!”

“A festa entrou madrugada a dentro. Nunca vi um jogo (que no final não rendeu título) causar tanta euforia. Não há, na minha memória, outra partida tão marcante quanto este GreNal. Nem mesmo o Mundial me causou tal reação! Se você acha que é exagero pergunte a um torcedor que testemunhou o  jogo de dentro do Beira-Rio. Dúvido que a resposta seja diferente!”

Abaixo a reportagem completa do jornal Zero Hora:

Edu Lima e Nilson após o segundo gol

 

Reportagem do Globo Esporte com o GreNal do Século:

Ficha Técnica

Internacional 2 x 1 Grêmio
Data: 12/02/1989

Internacional: Taffarel, Luis Carlos Winck, Aguirregaray, Nenê, Casemiro, Norberto, Leomir (Diego Aguirre), Luis Carlos Martins, Mauricio (Norton), Niilson e Edu Lima. Téc.: Abel Braga.

Grêmio: Mazarópi, Alfinete, Trasante, Luis Eduardo, Airton, Bonamigo, Cuca, Cristóvão, Jorginho (Reinaldo Xavier), Marcos Vinicius e Jorge Veras (Serginho). Téc.:Rubens Minelli.

Local: Beira-Rio Arbitragem: Arnaldo César Coelho

Gols: Marcos Vinicius para o Grêmio aos 25 do primeiro tempo e Nilson para o Inter aos 16 e aos 26 do segundo tempo.

 

O JOGO COMPLETO PRA VOCÊ RECORDAR:

Via Globo Esporte

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