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Figueroa – o adeus de um gênio na história do Internacional

O dia 26 de janeiro ficou registrado na história do Internacional de forma muito triste. Esta data marcou a despedida de um dos maiores jogadores colorados de todos os tempos: Elias Ricardo Figueroa Brander. Um gênio da bola!

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Figueroa – o adeus de um gênio

“”A área é a minha casa, aqui só entra quem eu quero.” Esse era o lema de don Elias Ricardo Figueroa Brander, o zagueiro-central chileno Figueroa, que no início dos anos 70 dividiu com Falcão a condição de maior ídolo do Internacional. No dia 14 de novembro de 1971, Figueroa desembarcou em Porto Alegre, comprado do Peñarol, do Uruguai (clube que defendeu nos primeiros quatro anos de sua carreira). Era uma espécie de resposta da diretoria colorada ao Grêmio, que pouco antes trouxera também um estrangeiro, o zagueiro uruguaio Ancheta, do Nacional, do Uruguai, um dos destaques de sua Seleção na Copa de 1970. Mas no Inter, Figueroa seria muito mais do que Ancheta foi no Grêmio. Com 1m84cm de altura, Figueroa era elegante, técnico e raçudo.

A última camisa lançada para a torcida. (foto: revista Placar)

Figueroa – um jogador espetacular

Um zagueiro-central quase perfeito, que também sabia fazer dos cotovelos uma arma contra aqueles que ousavam invadir “sua casa”, como Palhinha e Tarcísio acabariam conhecendo ao longo dos anos. Figueroa era um jogador espetacular, sendo eleito o melhor jogador do Brasileiro de 1975. Pelo Chile, disputou as Copas do Mundo de 1966, na Inglaterra, 1974, na Alemanha, e 1982, na Espanha, sendo eleito o melhor zagueiro da Copa de 74.

Além de um grande atleta, Figueroa era um jogador diferenciado. Presença constante nas colunas sociais de Porto Alegre ao lado da bela esposa Marcela, ficou famoso pelo bom gosto por vinhos e pela literatura. Mas era no campo, com sua impressionante impulsão e seu domínio absoluto do posicionamento em campo, que Figueroa se tornou uma presença mítica, quase um Deus para os colorados.

O lendário Camisa 3 e a última saudação à torcida.

No Internacional, foi bicampeão brasileiro (1975 e 1976) e hexacampeão gaúcho (de 1971 a 1976). Foi dele o gol que deu a vitória por 1 x 0 sobre o Cruzeiro, na final do Brasileiro de 1975, que valeu ao Inter seu primeiro título nacional. Marcado de cabeça, na única faixa ensolarada sobre o gramado do Beira-Rio naquela tarde, e, por isso, batizado de “Gol iluminado”.

Capitão da equipe desde o primeiro jogo e apontado pela crônica especializada como o melhor jogador do continente por três anos consecutivos (1974, 1975 e 1976), Figueroa jogou sua última partida pelo Internacional em janeiro de 1977, sob as vaias da torcida inconformada com sua saída iminente. Depois, foi para o Palestino, do Chile, e encerrou a carreira no Fort Lauderdale, dos Estados Unidos.” Fonte: www.internacional.com.br.

Em pé: Manga, Cláudio, Figueroa, Vacaria, Marinho Peres e Batista. Agachados: Pedrinho, Escurinho, Dario, Carpegiani e Lino. (foto: revista Placar)

Ficha técnica do jogo:

26/01/1977 – Internacional (BRA) 2×2 Palestino (CHI)

Internacional: Manga, Cláudio Duarte, Figueroa (Marião), Marinho Peres (Gardel), Vacaria, Batista, Paulo César Carpegiani, Escurinho, Pedrinho, Dadá Maravilha e Lino. Técnico: Carlos Castilho

Palestino: De Vidalle, Campodonico, Herrera, Sanguessa, Varas, Coppa, Hodge, Messen, Hidalgo, Fabbiani e Pinto.

Gols do Inter: Cláudio Duarte e Lino.

Árbitro: Agomar Martins.

Local: Beira-Rio

 

 

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